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Amanhecer feminista
Um grupo de mulheres, de vários movimentos de mulheres de Goiás, amanheceram hoje (14/07), nas ruas de Goiânia, pelas vidas das mulheres. Depois de se concentrarem na Casa de Referência de Mulheres Maria Augusta Thomáz, por volta das 4 horas da manhã, no setor Aeroporto, seguiram para praças e pontos centrais da nossa capital cobrindo monumentos com bandanas púrpuras com a escrita “Criminaliza a misoginia” – #AprovaPL896/23!
O primeiro e simbólico ponto foi a Praça das Mães, depois a Praça dos Bandeirantes, seguida da Praça Cívica e por último a Praça Universitária. Com os primeiros raios solares, iluminando a praça e o monumento da “mulher grávida”, mulheres fizeram depoimentos, cantaram dançaram e exigiram do presidente do Congresso Nacional, Hugo Motta, que paute o Projeto de Lei que pune a Misoginia de nº896/2023. Uma vez que a cultura de ódio, o desrespeito é combustível para o avanço dos números de violência contra as mulheres. Durante todo o ato manifestações de repúdio a violência contra as mulheres, o feminicídio e a favor da vida das mulheres foram ouvidas, sempre chamando a responsabilidade o parlamentar, atual presidente do Congresso.
A Associação Mulheres na Comunicação através de suas integrantes Bruna Porto, Maiani Gontijo e Geralda Cunha estiveram presentes e ratificaram o compromisso com uma comunicação de verdade, pautada na transparência, no respeito à diversidade, a comunicação de gênero e contra os ataques misóginos e às fakenews que hoje prevalecem nas redes sociais, entendendo que junto com a aprovação da PL896/96, faz-se necessário a discussão e a regulamentação das plataformas digitais e dos demais meios de comunicação, coibindo assim, a desinformação/fakenews, os crimes de pedofilia, o feminicídio eos movimentos misóginos como “red pills” .
A Alvorada Feminista de Goiânia é uma extensão do movimento de alcance nacional que pressiona o Congresso Nacional para agilizar a votação do Projeto de Lei que pune a Misoginia, que já foi aprovado pelo Senado e que tramita em regime de urgência na Câmara, mas que ainda não tem data para a votação.
A manifestação reiterou que misoginia não é opinião, que o ódio contra as mulheres alimenta perseguições, agressões, violência sexual e o feminicídio. A vida das mulheres não pode esperar!
Participaram da manifestação as entidades: ACCA, AMC, Bloco Não é Não, CPM/UBM-GO, Coletivo Centopeia, FGM, Instituto Pretas, mandatos de Adriana Accorsi, Bia de Lima, Kátia e Fabrício Rosa, Movimento Olga Benário, Ocupação Mães da Praça e Norominas, Oficina Mulher, Plataforma Autonomia com Elas, #partidA Goiânia, PSOL/Primavera Feminista, Secretarias Estadual e Municipal de Mulheres do PT e Valenta. Articulação nacional: Levante Mulheres Vivas.
Imagem: Mayara Varalho (@mayaravaralho)
Texto: Geralda Cunha